
O show este ano vai ser no anfiteatro Flávio Ponte, mais conhecido como anfiteatro da Volta da Jurema.
Na época da minha adolescência - antes da popularização do não-lugar shopping center como o ponto de encontro da moçada - era na "volta" o point da paquera na cidade. principalmente aos domingos.
Naquele lugar, quem tinha carro estacionava e deixava a porta aberta com um sonzinho discreto - geralmente Michael Jackson, Madonna ou Scorpions - e ficava conversando e vendo as garotas disfilarem seus modelitos.
Quem não tinha carro, fazia o trajeto, a pé, da feirinha de artesanato em frente ao NOVOTEL até a sorveteria 50 sabores. Na ida e vinda, rolava a paquera... ou não!
Saudosismo que nada! Aquela época foi chata! O máximo que eu conseguia fazer era prestigiar um bom show no citado anfiteatro, como o da banda "Espírito da Coisa", do "Grupo Bodega", "Ney Matogrosso", "Dr, Silvana & Cia" e "Belchior".
Outra curtição era assistir a transmissão ao vivo, direto do estúdio da Volta da Jurema, do programa Spotlight, da saudosa FM do Povo. Nessa época foram inauguradas as pistas de patins, de skate e de hóquei. Era divertido ver as quedas...
No estúdio da FM do Povo tinha umas lajotas com autógrafos de artistas que passavam por lá para dar entrevistas e tomar água de coco. Eu sonhava em 'roubar' a lajota do grupo "A Cor do Som", antes que outra pessoa o fizesse.
Ao longo de minha carreira cheguei a tocar naquele teatro por duas vezes: a primeira foi na velha e nefasta Banda Posh, em meados de 1984. A segunda foi em 2008, com a atual formação da Rubber Soul, num evento da AMC (Autarquia da Multa Compulsiva) que incentivava o uso de capacetes.
Espero mais sucesso hoje, com a transferência de tão importante evento para um campo "neutro", onde não sabemos qual será a reação das pessoas. E também não sabemos se elas entenderão a importância da festa que é a de se divertir.
Vamos pagar para ver...